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    JORNAL DO RN - PAULO TARCÍSIO CAVALCANTI
     


    CÂNCER - REFLEXÕES DE UM SOBREVIVENTE

    CAPITULO 10

     

    A consulta definitiva

     

    A caminho do hospital, as inquietações que haviam me tirado o sono durante a noite, ainda não tinham, de todo, se dissipado.

     

    E agora, mais aquela: a antecipação da cirurgia. Por que? Será que a razão que me foi apresentada era, de fato, a verdadeira? Ou a gravidade do meu caso é que exigira aquela providência?

     

    Em um momento, porém, dei de ombros e me indaguei: E daí? Já que tem de ser feito, quanto mais cedo, para mim será melhor.

     

    E, apertando, com firmeza, a medalha da Virgem Milagrosa que me havia sido dada pela amiga Terezinha Vilar, na véspera da minha partida, entrei, confiante, no Memorial. Fui direto para o consultório do dr. Shaha para o nosso segundo encontro.

     

    No primeiro, como não falávamos a língua um do outro, nossa comunicação ora era ajudada por tia Dulce, ora por Adecinho (filho do amigo José Adécio que, há pouco, havia servido de doador num transplante de medula para o seu irmão, Eduardo, no mesmo hospital), que conheciam um pouco de inglês, ora pela própria assistente do dr. Shaha, a dra. Janete que conhecia um pouco de espanhol.

     

    Desta vez, porém, o dr. Shaha exigiu que um verdadeiro intérprete, com amplo conhecimento do inglês e do português, participasse da consulta. A própria dra. Janete se encarregou de convocar para participar da consulta, um médico de São Paulo, que ali se encontrava realizando um estágio, exatamente no departamento de cabeça e pescoço – dr. Pedro.

     

    Continua no tópico abaixo



    Escrito por paulotarcisiocavalcanti às 20h03
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    CÂNCER - REFLEXÕES DE UM SOBREVIVENTE

    Continuação do tópico anterior

     

    Na verdade, essa consulta foi quase uma repetição da primeira. O médico queria deixar clara a gravidade da minha doença e que a única saída era, na realidade, a delicada e arriscada cirurgia de extirpação do tumor, mesmo que ele nada pudesse assegurar quanto ao êxito desse procedimento.

     

    Eu estava com um tumor maligno no palato e somente depois da cirurgia, ele teria condições de saber se já houvera ou não a proliferação do câncer.

     

    Após a cirurgia, deveria permanecer uma semana internado e só quatro ou seis semanas depois, ele teria noção do resultado e se seria necessário sua complementação com tratamento químio e/ou radioterápico e por quanto tempo.

     

    Em caso de aceitação, eu teria que assinar uma autorização isentando o médico e sua equipe, bem como o hospital de qualquer responsabilidade diante de um eventual insucesso.

     

    O dr. Shaha ainda me alertou antes da assinatura da tal autorização: A cirurgia seria precedida de uma anestesia geral. Ou seja: eu não veria nem tomaria conhecimento de nada que estivesse acontecendo comigo durante a sua realização.

     

    Quando despertasse, corria o risco de ter sofrido ou de vir a sofrer uma trombose, que  faria entortar a minha boca e poderia me deixar com os membros inferiores paralisados. A cirurgia – prosseguiu – deveria durar em torno de duas horas. Ele ia fazer o possível para realizá-la através da minha boca, embora não pudesse garantir que assim o seria.

     

    Embora o médico estivesse sendo muito mais claro do que na consulta anterior, talvez até na esperança de que eu desistisse, nada do que disse me abateu. Eu me sentia possuído de uma força interior muito forte que me levou a dizer-lhe, pausada e firmemente, para facilitar o trabalho do dr. Pedro, o tradutor:

     

    - Apesar de todas essas dificuldades, tendo certeza de que vai dar tudo certo. Eu estou aqui, doutor, nas mãos de um especialista de renome internacional como o senhor, não é porque eu posso. É porque Deus me trouxe até aqui”.

     

    Eu falava pausada e firmemente – repito – para que o dr. Pedro fosse traduzindo frase por frase. E completei: “Também não é por acaso que é o senhor que está me atendendo. Tenho plena convicção de que ele não me traria até aqui se não fosse para me colocar nas mãos do melhor”.

     

    Por fim, repeti a pergunta que já lhe havia formulado na consulta anterior, 24 horas antes: “Eu só quero que o senhor me dê uma certeza: se tudo der certo, posso voltar a ter uma vida normal?”

     

    Conclusão do capítulo 10



    Escrito por paulotarcisiocavalcanti às 20h02
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