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    JORNAL DO RN - PAULO TARCÍSIO CAVALCANTI
     


    CÂNCER - REFLEXÕES DE UM SOBREVIVENTE

    CAPITULO 9

     

    Câncer, “sinônimo” de morte

     

    Foi difícil conciliar o sono na primeira noite após a marcação da cirurgia para a segunda-feira seguinte, isto é, para dentro de uma semana.

     

    Isso não obstante toda minha fé e a certeza de que o manto da proteção divina estava me cobrindo.

     

    Mas, a falta de informações, uma conversa com alguém que já tivesse passado pelo mesmo problema que eu enfrentava, não tirava da minha cabeça o fato de que estava com câncer. E câncer, a primeira coisa que me lembrava, naquele instante, era a morte. Procurava e não encontrava (embora existisse e muitas, vim a saber muito mais tarde) qualquer referência de sobrevivência.

     

    Eu, então, começava a admitir que a minha hora poderia ter chegado. De olhos fechados, viajava com o meu pensamento. “Eu não posso pedir a Deus para não morrer. Ninguém morreria se ele fosse atender a esse tipo de pedido” – pensava.

     

    Ao mesmo tempo, voltavam à minha lembrança as imagens ingênuas e inocentes de dezenas de crianças, também cancerosas, com as quais havia me encontrado na Casa Mc Donald, no meu primeiro dia em Nova Iorque. “É a vida” – sentenciava resignadamente.

     

    Mas, na realidade, é doloroso você saber que a morte está vindo, ou que pode estar vindo e que, contra ela, você nada pode fazer. Restava-me pedir a Deus força para encará-la.

     

    Cristão, questionava-me: “Será que estou preparado para enfrentar o julgamento final?”

     

    Coincidentemente, lembrei-me de que, na véspera de viajar, abrindo aleatoriamente o Novo Testamento que acabara de receber dos meus netos Arthur e Amanda, li, exatamente, os versículos relativos à narração que Jesus fizera sobre o momento do julgamento final.

     

    Como na ocasião da leitura, agora também, eu me emocionava ao refletir sobre a cena, praticamente me vendo dentro dela, e a resposta dada por Jesus à dúvida que lhe foi exposta na ocasião:

     

    - Senhor, quando é que te vimos com fome e te demos de comer...?” E ele: “Quando fizeste com os pequeninos, foi a mim que o fizeste”. Teria eu merecimento para ouvir essa resposta? Quantas vezes terei eu virado as costas aos pequeninos?

     

    Na realidade, no dia-a-dia da gente, quantas vezes nos sentimos incomodados ao nos depararmos com outras pessoas que, além de alguma ajuda material, também precisam de nós só de um pouco de atenção, apreço, apoio, solidariedade, como sempre precisamos de Deus?

     

    Continua no tópico abaixo



    Escrito por paulotarcisiocavalcanti às 07h42
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    CÂNCER - REFLEXÕES DE UM SOBREVIVENTE

    Continuação do tópico anterior

     

    Refleti, então, sobre a bondade infinita de Deus, o seu amor por todos nós, a sua infinita capacidade de perdoar.

     

    Apesar dessa reflexão, a noite parecia interminável. Para completar, aumentava o incômodo provocado pelo tumor dentro de minha boca. Instintivamente, eu imaginei que aquela “piora” só podia ser resultado do fato de que, desde que chegara aos Estados Unidos, embora continuasse tomando as minhas doses diárias de babosa, eu deixara de comer o meu dente de alho e o “preparado” com limão e mel.

     

    Aliás, essa história de dente de alho é interessante, por sua comicidade. Mas, não vai dar tempo para contá-la, agora. Um dia a contarei.

     

    Naquele instante, porém, a sua lembrança ajudou a me descontrair um pouco e, imagino, que a partir daí fui dominando a tensão e conseguindo cair no sono.

     

    Quando despertei, ajudado pela grande agitação de Graça e tia Dulce nos preparativos do café, já eram mais de 8 horas, mas eu continuava com sono. Reclamei delas:

     

    - Vocês vão pegar um trem é? Pra que essa agitação toda? Passei a noite sem dormir e estou morrendo de sono.

     

    Tia Dulce, para minha surpresa, respondeu: “Você vai ter que levantar. O médico quer lhe consultar de novo e pretende antecipar a operação para quinta-feira”.

     

    Antes que outros questionamentos surgissem, ela explicou que a segunda-feira seguinte, data inicialmente prevista para a cirurgia, seria feriado nos Estados Unidos (o “Memorial Day”, consagrado aos seus mortos de guerra). E, em vez de adiá-la, a preferência do dr. Shaha era pela antecipação.

     

    Conclusão do capítulo 9



    Escrito por paulotarcisiocavalcanti às 07h41
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